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Hunter Google Earth Performance KPI Plot (Application)

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segunda-feira, 25 de junho de 2012 13:42:00 Categories: Access Google Earth Hunter KPI Microsoft Excel Performance
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Olá. Vamos continuar a série de módulos da Ferramenta Hunter, apresentando hoje o módulo responsável pelo plot dos dados de Performance da Rede (KPI) no Google Earth.

 

 

 

A análise de Indicadores de Performance (KPI) é uma atividade que nem precisamos dizer, fundamental para avaliar qualquer sistema.

E em termos de experiência do usuário, ou seja, de facilitar as análises o máximo possível, o Google Earth vem se tornando cada vez mais utilizado em praticamente todas as áreas, não apenas de Telecomunicações e TI.

 

 

Como uma de suas grandes vantagens, destacamos que o Google Earth está disponível para quem desejar obtê-lo. Ou seja, você pode enviar relatórios no mesmo para outras pessoas, e basta que elas tenham o Google Earth instalado (ou instalem gratuitamente) para também realizar as mesmas análises.

Outra vantagem vem da própria natureza do programa, que fornece uma grande quantidade de recursos (imagens aéreas sempre atualizadas, ferramentas de apoio como régua e outras que permitem edição e interação com os dados, etc.). Além disso, ele vem sendo continuamente melhorado, principalmente no campo 3D – uma nova dimensão que nos permite estender ainda mais nossas análises.

E uma vantagem interessante, que utilizamos bastante: os arquivos são do tipo texto, e podem ser escritos via qualquer linguagem de programação, como o VBA das macros do Excel. Em outras palavras, através da manipulação dos nossos dados tabulares, podemos construir praticamente qualquer tipo de vizualização possível – incluindo polígonos, cores, e como falamos, 3D!

No tutorial de hoje, vamos conhecer uma aplicação completa, que manipula os dados de duas tabelas (dados da Rede como sites e azimutes de antenas, e também dados de Performance, como Tráfego e Quedas de Chamadas).

 

Observação Importante

Mas antes de continuarmos, temos uma informação importante para você que vem acompanhando os tutoriais do telecomHall – principalmente para os colaboradores.

 

 

Cada tutorial apresenta sempre uma série de novos conceitos, sempre com o objetivo de aumentar o seu range de possibilidades. Conhecendo essas novas possibilidades, você pode decidir como agir.

Mas para isso, cada um demanda um grande esforço, principalmente quando tentamos descrever aqui todos os processos, todos os códigos, etc.

Por um lado isso é bom para iniciantes, nos consome muito tempo. Tempo esse que poderia ser dedicado simplesmente a disponibilizar os inúmeros módulos ainda existentes, e à espera de serem publicados/disponibilizados. Ou seja, todos acabam perdendo se o rítmo de tutoriais diminui.

Outro ponto importante que gostaríamos de reforçar é que atualmente o Hunter é utilizado em quase todos os países do planeta. E cada colaborador, em cada um desses países, tem suas particularidades, suas necessidades específicas. A diversidade é muito ampla em todos os sentidos da palavra. Mesmo que quiséssemos, não conseguiríamos atender a todos individualmente.

 

E o nosso objetivo não é, nem nunca foi, suprir necessidades específicas. O nosso objetivo é ‘ensinar’. E para isso, criamos sempre módulos que possam servir como exemplos.

E para criar os exemplos, precisamos seguir uma metodologia. Daí a necessidade de adotar nomes padrão, seja para a estrutura dos diretórios, nomes de arquivos, indicadores, etc.

A partir dos dados disponibilizados, você pode primeiro: praticar. Ver o módulo em ação. Depois, você pode, utilizando a mesma estrutura, substituir os dados pelos seus, e novamente praticar, mas agora com os dados de sua rede. Por fim, você tem a possibilidade de estender ao seu gosto, de acordo com os seus interesses ou necessidades. Naturalmente que para isso você precisa ter um conhecimento mínimo de macros, e ter lido todos os tutoriais.

E temos então outro ponto muito importante: se você deseja aproveitar ao máximo o que o Hunter pode lhe oferecer, você deve ler todos os tutoriais, sem exceção. Isso porque cada tutorial, principalmente os primeiros, demonstra bem passo a passo como cada módulo é criado. Mesmo que você por exemplo nunca vá fazer um Drive Test, pelo menos leia o tutorial sobre mesmo, e acompanhe as dicas e artifícios que foram compartilhados, e normalmente utilizados nos tutoriais subsequentes.

 

Por fim, a questão do suporte. Com uma imensa quantidade de usuários atualmente com a ferramenta, é praticamente impossível dar suporte individual, responder a todos emails diretamente. Assim, para que todos saiam ganhando, e consequentemente nós tenhamos mais tempo para disponibilizar novos módulos, pedimos por favor que em caso de quaisquer dúvidas, faça a pergunta no fórum privado, disponibilizado exclusivamente para você que é utiliza o Hunter: Forum privado.

 

Nota: os e-mails diretamente recebidos somente serão respondidos se relacionados a problemas com a execução dos módulos com os arquivos de exemplo que acompanham cada um. Se você tiver algum problema com os seus desenvolvimentos particulares, por favor, utilize o Fórum citado. Assim, a resposta que será dada por lá ficará disponível para todos aqueles que porventura venham a ter a mesma dúvida ou problema.

Seguindo essa linha apresentada, vamos disponibilizar novos módulos a cada semana. Não apenas envolvendo Google Earth, mas também novos módulos de Mapinfo e Mapbasic, Dashboards, Access, Gráficos, etc. Pode ter certeza, todos saem ganhando, e você vai gostar bastante do que está por vir.

 

Hunter Google Earth Performance (KPI) Plot

Voltando então para o nosso tutorial de hoje, vamos disponibilizar a aplicação completa em Access que combina os dados de duas tabelas, e gera o plot no Google Earth.

 

Download

Para baixar os arquivos de ‘exemplo’ deste tutorial clique aqui.

Para colaborar com o Projeto e receber todos os códigos existentes clique aqui.

 

Interface do Usuário

Como sempre, vamos começar a partir da Interface Principal desse módulo.

 

Nota: para ‘executar’ essa aplicação, simplesmente abra o arquivo ‘Hunter_GE_Performance_RUN_(KPI)_1.0.0.mdb’ localizado no diretório: ‘C:\Hunter\GE\Performance\Scripts’.

As opções são como sempre bem intuitivas, e basicamente seguem as mesmas explicações de outros tutoriais/módulos já publicados.

Seguindo a maneira mais direta de demonstração, na Guia ‘Main’ você tem as principais opções de plotagem.

A partir da escolha correspondente (‘checkboxes’), você pode gerar arquivos com plots dos Indicadores ‘Tráfego’, ‘Taxa de Quedas de Chamadas’, ‘Taxa de Bloqueio de Chamadas’, ‘Taxa de Eficiência’ e ‘Taxa de Eficiência de Handover’.

Esses indicadores são os principais de qualquer que seja o sistema, e também já falamos sobre os mesmos em tutoriais anteriores.

Tudo isso entretanto ficará mais fácil de ser entendido quando você praticar. Ou seja, após receber os arquivos, simplesmente clique no botão ‘RUN’ (o botão com o ícone do Google Earth), e os arquivos serão gerados no diretório correspondente desse módulo. Ainda: se você clicar no botão com o ícone de uma pasta do Windows, o programa já abre esse diretório para você.

 

Abrindo um desses arquivos, você já pode ver o resultado. Vamos ver alguns exemplos, junto com algumas das funcionalidades.

Em qualquer camada, como a de Taxa de Quedas de Chamadas, ao passar o mouse sobre a extremidade de uma célula (1), você vê o resultado (2) sem precisar clicar.

 

Também em qualquer camada, como a de ‘Eficiência de Handover’, ao clicar na extremidade da célula você tem acesso a uma caixa de mensagem (1), com algumas informações extra, como no exemplo o Tráfego daquela célula.

 

No exemplo de ‘Taxa de Bloqueio de Chamadas’, identificamos claramente as regiões onde o bloqueio de chamadas está mais expressivo (1). Além disso, podemos perceber por exemplo um desbalanceamento entre diferentes sites, no mesmo local.

 

No menu do lado esquerdo, podemos ver que os arquivos os dados são agrupados em diretórios, que permitem a aplicação de ‘filtros’ na visualização. Por exemplo para fazer o ‘drill down’ de um determinado Indicador.

 

No exemplo acima, desmarcamos todos os pontos. Em seguida, marcamos apenas o que desejamos visualizar. No caso, estamos analisando SUCC_P (1), a Eficiência de Chamadas, que é o diretório raiz. Em seguida, filtramos apenas o diretório ‘UMTS_850_1’ (2), ou seja, células UMTS da Banda de 850 MHz e Portadora 1. E por fim fazemos um ‘drill down’ ainda maior, escolhendo somente dessas células aquelas que tem eficiência entre ‘0 e 75%’ (3) - marcando o diretório correspondente que contém essas células.

 

Podemos então ver que temos apenas uma célula nessa condição ruim, a célula ‘UADI_850_1’.

Esses foram alguns exemplos, ou demonstração da possibilidade de análise que os dados permitem. Você poderá utilizar de acordo com as suas necessidades, tanto para análise, quanto para apresentações e relatórios gerenciais.

Observação: A definição de todas as propriedades que vimos é feita de forma totalmente automática, sem necessidade de alteração do código. Para isso, é claro, devem ser seguidos alguns requisitos mínimos nos dados de entrada.

Esses dados vêm de tabelas auxiliares, como veremos com mais detalhes a seguir.

 

Tabelas Auxiliares

As tabelas auxiliares contém as informações necessárias para gerar os dados de saída, para esse e outros módulos que utilizam as informações em comum.

Explicando melhor: em uma das tabelas, utilizamos constantes, como o Raio de Curvatura da Terra, utilizado nos cálculos de distância entre coordenadas. Essas constantes são utilizadas por outros módulos – alguns que já vimos, e outro que veremos em breve. Assim, é conveniente que as mantenhamos em lugar comum, por dois motivos. Primeiro, para evitar informações redundantes, já que teremos apenas um local fornecendo as informações comuns. Segundo, porque quando fazemos alguma edição ou alteração nesses dados comuns, eles já ficam também atualizados para as outras aplicações.

Essas informações podem ser disponibilizadas em tabelas nos próprios bancos de dados, mas por conveniência, salvamos as mesmas em tabelas do Excel. E o diretório comum que utilizamos para esse gerenciamento é o ‘C:\Hunter\Common\Database\’.

 

Cada uma dessas tabelas já está devidamente vinculada à nossa aplicação, e já vimos que isso é o mesmo que ter essas tabelas existente no banco de dados da aplicação.

 

Iniciando pela tabela mais simples, a ‘tbl_Aux_Constants’, temos as constantes. Vemos que aqui podemos definir constantes, e depois utilizar os dados de onde quer que precisemos.

 

Outra tabela auxiliar desse módulo é a ‘tbl_Aux_GE_Styles’. Essa tabela já conhecemos de outros tutoriais, e contém as informações dos estilos do Google Earth.

 

Ou seja, definimos um determinado estilo ‘strStyle’, e para esse estilo, definimos as cores, linhas, tamanhos, etc. Por exemplo, o estilo ‘color003’ tem o ícone ‘color003.png’, o tamanho de ícone igual a ‘0.2’, etc.

Quando alteramos, ou até incluímos um novo estilo aqui, ele passa a ficar disponível para as aplicações que o utilizem. Para isso, a aplicação utiliza uma consulta, filtrando o campo ‘Hunter_Module’. Isso evita que utilizemos todos os estilos, em todas as aplicações. (Isso não seria um problema, apenas usar muitos estilos quando não forem necessários).

Continuando, temos a tabela auxiliar ‘tbl_Aux_KPI_Thematic’. Essa tabela informa os ranges e cores que serão utilizadas para a formatação, ou mapas temáticos dos KPI’s.

 

No exemplo acima, definimos por exemplo para o Indicador ‘TRAF’, ou Tráfego, os ranges 0 a 0.1 como azul claro (LightBlue), 0.1 a 10 como Verde Claro (LightGreen), etc.

Você pode incluir novos ranges, eliminar ranges existentes ou simplesmente alterar os valores.

Nota: lembre-se sempre de verificar se os ranges definidos estão consistentes! Por exemplo, se definir o primeiro range de 0 a 0.1, e o segundo de 5 a 10, as células que tiverem Trafego entre 0.1 e 5 não serão plotadas!

Aproveitamos essa mesma tabela para criar as nossas legendas. Basta utilizar um ‘Print Screen’, e num editor de imagens, como o próprio ‘Paint’ cortar as bordas excedentes.

Uma legenda aplicável para o nosso atual range é:

 

Lembre-se que as legendas devem ser armazenadas como ‘Legend_INDICATOR.png’ no diretório de ícones do Hunter, onde ‘INDICATOR’ é o nome do indicador correspondente.

 

A última tabela auxiliar é a ‘tbl_Aux_TECHNOLOGY_BAND_CARR’. Essa tabela é importante porque define as características de todo tipo de célula que podemos ter na rede. E quando o campo ‘USE’ da mesma está marcado, será criado um sub-diretório no Google Earth, agrupando essas informações.

 

Essas considerações são importantes porque em um mesmo mapa vamos analisar toda a nossa rede. Se por exemplo, todas as nossas células tivessem o mesmo raio, elas ficariam sobrepostas, e consequentemente a análise perderia o sentido.

A distância de cada célula é definida pelo campo ‘Distance’. E a altura da célula é dada pelo campo ‘Height’. Lembre-se sempre de utilizar o campo Height maior para células menores, e menor para células menores. Principalmente nos módulos onde faremos plotagem 3D essas informações serão indispensáveis para obtermos um resultado melhor.

Os campos ‘intNumSteps’ e ‘floAngleStep’ servem para indicar o número de pontos do semi-círculo de cada célula, a variação, em graus, do ângulo central.

 

Nota: não confundir aqui a Distância, e principalmente a Altura da célula com os valores da rede. Lembre-se que aqui estamos falando das propriedades que vamos plotar no Google Earth, e servem apenas para fazer as distinções entre diferentes células (por Tecnologia, Banda e Portadora) como falamos anteriormente.

O campo que é usado para agrupar os dados é o ‘TECHNOLOGY_BAND_CARR’. Esse campo possui uma fórmula, e você apenas precisa preencher os dados de Tecnologia, Banda e Portadora de cada tipo de célula que possui em sua rede.

Para facilitar o preenchimento dos dados dessa tabela, e principalmente evitar que células com algum tipo de ‘TECHNOLOGY_BAND_CARR’ deixe de ser plotado, você pode fazer uma verificação utilizando a consulta auxiliar ‘Audit_Fill_TECHNOLOGY_BAND_CARR’.

Essa consulta simples verifica se os dados que estão presentes na tabela com os dados da rede (‘tbl_Network’) estão com os respectivos tipos de células declarados. Caso algum esteja faltando, você pode incluir na tabela auxiliar.

 

Nota: lembre-se que a edição das tabelas auxiliares não é algo que você fará sempre. Uma vez definidos os campos e valores de sua rede, você praticamente não precisará mais fazer edições aqui. Tanto para esse quanto para outros módulos que também utilizam esses dados.

 

Tabelas de Dados

Uma vez definidas as tabelas auxiliares, podemos ver agora as tabelas de dados.

Temos duas tabelas, uma com informação dos dados da Rede, e outra com informação de Performance.

 

Tabelas com os Dados da Rede

No nosso exemplo, a tabela com os dados da rede vêm de um arquivo do Excel vinculado.

 

Essa é uma tabela simples, mas que deve ter pelo menos os campos principais (Latitude, Longitude, etc.), como indicado em amarelo.

 

Tabelas com os Dados de Performance

E a tabela com os dados de Performance vêm de um outro arquivo do Excel vinculado.

 

Essa tabela contém os Indicadores principais da rede, como vimos anteriormente.

 

Para obter os dados no formato final, como demonstrados em algumas imagens acima, basta rodar a ferramenta. E é claro: os valores devem estar correspondentes! Se você tem um nome de célula ‘XYZ’ com informações de Tráfego na tabela de Performance, para que o mesmo seja plotado, essa célula deve existir – exatamente com esse nome – na tabela da Rede.

Para usar os dados de sua rede, substitua os valores, mas mantenha a mesma estrutura.

Se deseja customizar a aplicação, rode a ferramenta em modo debug. O código é todo comentado, e você poderá facilmente incluir suas próprias necessidades.

Como já mencionamos, a melhor forma de se obter suporte é postando a sua dúvida no fórum exclusivo para usuários da ferramenta: Hunter Forum.

 

Código Completo

Como sempre, o código VBA já está disponibilizado em seu e-mail (o mesmo que você usou quando fez a doação para o Hunter).

 

Conclusão

Vimos hoje o módulo do Hunter responsável pelo plotagem dos dados de Indicadores de Performance da Rede no Google Earth, uma excelente forma de expandir o seu universo de análises, bem como de relatórios.

Cada vez mais estamos focados em disponibilizar novos módulos, e caso você ainda necessite de alguma explicação adicional, fique à vontade para questionar.

Agradecemos a visita, e mais uma vez agradecemos àqueles que reconhecem o nosso esforço, e contribuem com a Doação para receber todo o Sistema Hunter.

Lembre-se sempre: o conhecimento que você adquire a cada tutorial pode representar o seu diferencial!