Drive Test - Mapinfo & Google Earth

terça-feira, 4 de maio de 2010 20:00:00 Categories: Drive Test Google Earth Mapbasic Mapinfo
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As análises de drive test são fundamentais para o trabalho de qualquer profissional de telecom, seja na execução da coleta ou apenas na análise.

 

 

Embora através da análise de KPI’s seja possível identificar problemas como quedas de chamadas, os drive tests permitem uma análise mais profunda em campo. Permitem identificar as áreas de cobertura de cada setor, interferência, entre outros.

 

Objetivo

Aprender o que é um drive test, e como carregar os dados coletados no Mapinfo e também no Google Earth. Conhecer os tipos básicos de mapas temáticos individuais e por ranges.

Observação: este é um tutorial introdutório, e veremos futuramente como fazer uma análise mais detalhada utilizando o Hunter Mapinfo Drive Test – que utiliza o Mapbasic para automatizar as plotagens, e o Hunter GE Drive Test – que além de também ser automatizado, tem uma plotagem dos dados de forma mais detalhada, por exemplo obtendo os dados de cada ponto clicando no mesmo. De qualquer forma, este tutorial deve ser bem entendido, pois os conceitos são os mesmos, seja fazendo tudo na mão, seja utilizando scripts de automação.

Observação: Na grande maioria dos tutoriais temos os arquivos relacionados, e que são enviados para os Assinantes.

Se você é um assinante, por favor, verifique em seu e-mail o arquivo Blog_008_Drive_Test_Mapinfo_GoogleEarth.zip. Utilize o suporte para qualquer dúvida ou problema que encontrar.

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Nota: a nossa audiência vai desde um estudante de Telecom até profissionais experientes com vasto conhecimento na área. Por isso pedimos um pouco de compreensão e tolerância se alguns dos conceitos hoje apresentados forem básicos para você. Mas são necessários para a evolução conjunta de todos.

 

Estrutura de Arquivos

Como sempre, criamos a estrutura de diretórios adequada para os arquivos que vamos utilizar. Hoje precisamos da estrutura conforme mostrada a seguir.

 

  • (1) DriveTest: diretório raiz do módulo.
  • (2) Data: local onde ficam os dados de input, por exemplo os coletados no drive test.
  • (3) Output: diretório de saída, onde ficam os arquivos de saída, como imagens dos plots, arquivos KML, etc.

 

Mas o que é um Drive Test?

Drive Test, como o próprio nome sugere, é o procedimento de realizar um teste dirigindo. O veículo na verdade não importa, você pode fazer um drive test até numa moto ou bicicleta. O que importa é o hardware e o software utilizado no teste.

Basicamente, para realizarmos um drive test precisamos de um Notebook (1) - ou outro hardware semelhante - com um Software de Coleta (2) instalado, uma Chave de Segurança (3) – Dongle – comum a estes tipos de softwares, pelo menos um Telefone Celular (4), um GPS (5), e um Scanner (6) - opcional. Também é comum o uso de adaptadores e/ou hubs para permitir a correta interconexão de todos os equipamentos.

 

Nota: algumas figuras mostradas neste tutorial (como a acima) são representações de diagramas como num quadro negro. É claro que gostaríamos de fazer ilustrações profissionais, com softwares de vetores, etc. Mas lembre-se que a equipe do telecomHall é composta de engenheiros, e nosso foco é o aprendizado. Acreditamos que o conteúdo apresentado se sobressai a falta de perfeição nos diagramas. De qualquer forma, se você tem habilidades com desenho, e gostaria de contribuir, seu contato será muito bem vindo! Contato.

O objetivo principal do teste é coletar os dados, mas os mesmos podem ser vistos / analisados em tempo real durante o teste, permitindo uma visualização da performance da rede em campo. Os dados de todos os equipamentos são agrupados pelo software de coleta e armazenados em um ou mais arquivos de saída (1).

 

  • GPS: coleta os dados de latitude e longitude de cada ponto/medida, dados de hora, velocidade, etc. Também é útil como guia para a execução das rotas corretas.
  • MS: coleta os dados do móvel, como nível de sinal, melhor servidor, etc... Geralmente são utilizados 2 móveis. Um móvel realizando chamadas (CALL) para um número específico de tempos em tempos, configurado no Software de Coleta. E o outro em modo livre ou IDLE, ou seja, ligado, mas não em chamada. Isso para a coleta de dados específicos dos modos CALL e IDLE.
  • SCANNER: coleta os dados de toda a rede, já que o móvel é um rádio limitado, e não manipula todos os dados necessários para uma análise mais completa.

O mínimo necessário para a realização de um drive test, como já podemos perceber, é um móvel, um equipamento com software de coleta e um GPS. Atualmente, já existem aparelhos celulares que fazem tudo isso. Eles têm um GPS interno, bem como um software de coleta específico. São bem práticos, porém ainda são bastante caros.

Além dos dados de chamadas de voz, podem ser realizados outros tipos de chamadas, como de dados, vídeo, etc. Vai depender da tecnologia (GSM, CDMA, UMTS, etc...), e da necessidade de análise desse tipo de dados ou não.

De qualquer forma, seja qual for o equipamento, softwares e procedimentos utilizados, o resultado final é sempre o mesmo, o arquivo de saída.

A grande maioria dos softwares de coleta (ou processamento) faz ou têm em conjunto algum software que faz também a análise. São os chamados softwares de pós-processamento. Cada software de pós-processamento tem suas análises específicas, e como a quantidade de dados (medidas) é enorme, eles podem ser de grande ajuda para a solução de problemas bem específicos.

Nota: Não é nosso objetivo hoje nos estender muito sobre drive test, e vamos nos ater aos procedimentos genéricos de plotagem para realização das análises. Se você tiver alguma dúvida, basta entrar em contato.

Independente de qual seja o software de pós-processamento, todos têm a funcionalidade de exportar os dados em forma tabular, em formato Texto ou CSV. E é isso que vamos usar.

Uma vantagem de se trabalhar com os dados dessa forma é que não importa como foram coletados, e sim o seu conteúdo. Assim podemos por exemplo, mesmo que uma equipe tenha rodado metade da rota com um tipo de software, e outra equipe de drive test rodado o restante com outro, podemos plotar os dados de nossa rede numa só área de trabalho. É aí que entram por exemplo os softwares genéricos de análises geo-referenciadas, como o Mapinfo e o Google Earth.

Outra vantagem é que as análises disponíveis no Mapinfo ou Google Earth tem geralmente uma melhor utilização, já que são mais familiares a maioria dos profissionais, e não específicos de quem apenas realiza/analisa drive test. Isto pode ser entendido em não ser preciso adquirir várias licenças de softwares de pós-processamento, sendo um geralmente suficiente para as análises mais profundas.

 

Plotando os Dados no Mapinfo

Como sempre, nossos dados são fictícios. Assim, criamos um arquivo com pontos aleatórios em torno da nossa rede, como se fosse um drive test mesmo, exceto que você poderá perceber que as ruas não batem exatamente com as imagens do Google Earth.

Os parâmetros também não são ainda reais. No caso, vamos usar dois parâmetros fictícios, um contendo o nível de sinal coletado (que chamaremos de signal_level) e outro contendo a informação do setor servidor da chamada em cada ponto (best_server).

Esse arquivo é como se fosse o arquivo exportado pela equipe que fez a coleta dos dados, e chamamos de log_exported.txt, localizado no diretório C:\Hunter\MI\C:\Hunter\MI\DriveTest\Data.

 

Certo, temos os arquivos no formato tabular. O primeiro passo agora é abrir esse arquivo no Mapinfo. Já vimos como abrir um arquivo do formato Excel no Mapinfo. Vamos hoje abrir os nossos dados no formato texto separado por tabulação. Para isso, acesse o Menu Arquivo -> Abrir, escolha mostrar Arquivos do Tipo *.txt (1) e selecione o nosso arquivo (2). Clique no botão Abrir (3).

 

O nosso arquivo foi exportado utilizando tabulação como delimitador, por isso na caixa de diálogo marque essa opção (1). E a primeira linha tem os títulos das colunas, então marque essa opção (2). Clique no botão OK (3).

 

Com o arquivo aberto, o próximo passo é criar pontos para o mesmo, e criar um Novo Mapa com os dados. Também como já vimos previamente em outro tutorial como fazer isso, e o resultado é visto a seguir.

 

Nota: em breve, no tutorial Hunter Drive Test Mapinfo veremos como fazer estas e outras análises de forma automatizada (com scripts MBX). Assim, sugerimos que você abra (e deixe aberta) a Janela do Mapbasic enquanto vai realizando manualmente os comandos do Mapinfo. Isso porque assim você pode ir se familiarizando com a sintaxe dos scripts do Mapbasic que receberá!

Note que o Mapa com os dados simplesmente abertos no Mapinfo não nos trazem nenhuma informação interessante (mesmo que possamos por exemplo verificar a medida de cada ponto clicando no mesmo). Precisamos criar mapas temáticos, de acordo com cada parâmetro medido.

Um mapa temático é um mapa com símbolos e cores específicos para valores pré-definidos de cada parâmetro, em cada ponto. Exemplificando, podemos colorir todos os pontos do mapa que tenham a informação de nível de sinal maior que -65 dBm com a cor verde. Assim, visualmente temos a área (verde) onde o sinal está muito forte. Esse é o caso de Mapa Temático utilizando Ranges. (A unidade dBm refere-se a intensidade de sinal, e falaremos com detalhes oportunamente).

Também podemos colorir em um novo mapa temático as informações do melhor servidor de cada ponto, usando uma cor única para cada servidor, e assim visualizamos a área de cobertura de cada setor. Para isso criamos um Mapa Temático baseado em Pontos - Individual.

 

Mapa Temático de Ranges

Primeiro, vamos visualizar a intensidade do sinal distribuída geograficamente na área onde foi realizado o drive test. Para isso, vamos criar um Mapa Temático por Ranges.

A criação de mapas temáticos é um dos comandos mais importantes do Mapinfo, e que possibilita uma enorme quantidade de modificações. Hoje vamos utilizar as simbologias padrão sugeridas para cada tipo de informação presente na tabela de dados. Posteriormente veremos ajustes que dão um melhor apresentação dos dados.

Acesse o Menu: Mapa (1) -> Criar Mapa Temático ... (2). Ou pressione a tecla F9.

 

Na nova janela que surgirá, selecione o tipo Ranges (1) e escolha um tipo de range, por exemplo Vermelho, Laranja, Verde Claro, Verde (2). Clique no botão Próximo (3).

 

Na janela seguinte, selecione a tabela e o campo que vamos criar o mapa temático. No caso, escolha Tabela log_exported (1) e campo signal_level (2). Clique no botão Próximo (3).

 

Na janela seguinte temos algumas opções que podem e serão utilizadas futuramente. Você pode ver algumas dessas opções clicando nos botões correspondentes. Abaixo temos a janela que se abre quando clicamos no botão Ranges... que permite por exemplo alterar a quantidade de ranges e os métodos. Clique no botão Cancelar (1).

 

No momento, como estamos aprendendo como plotar os dados temáticos de ranges, por isso vamos apenas aceitar os padrões propostos pelo Mapinfo e clicar no botão OK (1).

 

O resultado é o mapa temático plotado.

 

Mapas Temático Individuais

Agora queremos também ver a área de cobertura de cada setor. Para isso, vamos criar um outro mapa temático, com valores individuais, e vamos utilizar o campo best_server, que tem a informação do setor.

Acesse o Menu: Mapa -> Criar Mapa Temático ... da mesma forma que fizemos anteriormente. Só que agora na nova janela que surgirá, selecione o tipo Individual (1) e escolha Valor Individual Ponto Padrão (2). Clique no botão Próximo (3).

 

Na janela seguinte, selecione a tabela e o campo que vamos utilizar para criar o mapa temático. No caso, escolha Tabela log_exported (1) e campo best_server (2). Você pode também marcar a opção que ignora caso haja algum campo com valor igual a zero ou vazio (3). Para ranges, no exemplo anterior, também poderíamos ter escolhido essa opção. Clique no botão Próximo (4).

 

Da mesma forma que para os ranges, podemos definir a plotagem de acordo com nossas necessidades, como por exemplo cores específicas. Mas por enquanto a plotagem padrão dos dados nos é suficiente. Assim, clique no botão OK (1).

 

O mapa é plotado.

 

De forma bem simples, vimos como plotar informações coletadas em um drive test no Mapinfo. Lembre-se que os passos aqui apresentados tem a finalidade apenas de demonstração e aprendizagem. Todos os nossos drives serão processados automaticamente através dos scripts fornecidos, com muito mais customização e padronização, utilizando parâmetros reais. Mas é muito importante que tenhamos conhecimento dos conceitos básicos e procedimentos utilizados para obtenção dos mesmos resultados.

 

Plotando os Dados no Google Earth

Da mesma forma que temos um módulo específico para plotagem automática dos dados do drive test no Mapinfo, temos um módulo – Hunter Drive Test GE – para o Google Earth. Esse é especificamente um módulo mais específico e detalhado, mas não menos importante, visto a grande facilidade de análise que o Google Earth proporciona, já que podemos ter imagens em ótima resolução do local do drive, relevo, entre outros.

De qualquer forma, existe um meio termo, onde podemos de forma rápida visualizar qualquer dado que já esteja plotado no Mapinfo diretamente no Google Earth. No passado utilizávamos um script do Mapbasic, mas atualmente já está disponível uma ferramenta auxiliar do Mapinfo que faz esse trabalho de forma prática: o utilitário MapInfo Professional Link Utility for Google Earth!

Para usuários do Mapinfo a partir da versão 8 (atualmente está na versão 10) é possível baixar essa ferramenta do site do Mapinfo que permite plotar os dados do mesmo no Google Earth. (Infelizmente, a ferramenta não faz o contrário, ou seja, não trás os dados do Google Earth para o Mapinfo, mas sem dúvida, já é de grande ajuda). Esse é assunto para um outro tutorial.

Então, baixe a ferramenta do site http://community.mapinfo.com/downloads/updates/mipro/html/googleearth.html.

(O link encontra-se no final da página).

Este é um arquivo compactado, com uma série de arquivos dentro. Extraia os arquivos para um diretório qualquer, e localize o arquivo GELink.mbx, dentro do sub-diretório GoogleConnect. Esse é o arquivo do Mapbasic que faz todo o trabalho.

Vamos agora aqui fazer uma pausa, e aprender mais um pouco do Mapinfo e Mapbasic.

Já vimos que o Mapinfo tem suas macros ou programas específicos, criados e compilados com o Mapbasic. Esses programas podem ser rodados acessando o Menu: Ferramentas (1) -> Rodar Programa Mapbasic... (2), e localizando o programa MBX.

 

Mas é muito chato ter que ficar localizando esses programas sempre que abrimos uma nova área de trabalho (embora os programas mapbasic possam ser rodados com um duplo clique no Windows Explorer). Para organizar isso, o Mapinfo tem o um Gerenciador de Programas Mapbasic. Acesse através do Menu: Ferramentas (1) -> Gerenciador de Ferramentas (2).

 

Basicamente ele reúne informação de quais são as ferramentas MBX (1), e se elas estão carregadas (2) – disponíveis na área de trabalho atual – e se deve ser carregadas sempre que o Mapinfo for executado (3). Marcando os checkbox correspondentes de cada opção definimos o comportamento para cada Ferramenta MBX.

 

A barra de ferramentas Ferramentas permite o acesso aos programas carregados.

 

Vamos então colocar o programa GELink.mbx para carregar automaticamente sempre que utilizarmos o Mapinfo, ficando sempre disponível nessa barra de ferramentas.

Primeiro, por uma questão de organização, vamos copiar o diretório GoogleConect para dentro do diretório de ferramentas do Mapinfo. Este diretório é o C:\Program Files\MapInfo\Professional\Tools.

No Mapinfo, abrimos o Gerenciador de Ferramentas e clicamos no botão Add Tool. Em seguida, navegamos para o diretório C:\Program Files\MapInfo\Professional\Tools\GoogleConect e selecionamos o programa GELink.mbx. Preencha as definições do programa como mostradas abaixo.

  • Title: Google Earth Link Utility.
  • Location: C:\Program Files\MapInfo\Professional\Tools\GoogleConect\GELink.mbx
  • Description: This utility allows the user to export MapInfo Professional generated map images or data to Google Earth KML and KMZ formats. The utility also includes the ability to export thematic map legends, as well as vector data attribute information.

 

Finalmente, marcamos os 2 checkbox Carregado (1) e AutoCarregar (2). O resultado fica como mostrado abaixo, e clicamos no botão OK (3).

 

A partir de agora, sempre que abrirmos o Mapinfo, o programa já estará disponível.

Nota: É claro que depende de você deixar como AutoCarregar este programa ou não, executando o mesmo somente quando necessário. Essa foi apenas uma sugestão, mas dependendo da periodicidade pode ser mais útil deixar carregado como padrão. De qualquer forma, você decide.

Bom, voltando especificamente ao programa, cada dado raster ou vetor dentro da janela de mapa pode ser exportado, e a área exportada é exatamente a área visível do mapa. Os dados são exportados como KML. Quando executado, o programa finaliza abrindo o Google Earth (você pode desmarcar essa opção). O programa fica acessível na barra de ferramentas Ferramentas, como um ícone de um globo verde.

Vamos ver como usar cada uma das opções.

 

Plotando os dados como Raster

Na barra de ferramentas Ferramentas, clique no ícone do globo verde, que chama o programa GE Link (1).

 

Na tela principal do programa, escolha o Diretório de Saída (1) onde o arquivo KML será gerado, o nome do arquivo (2), e o nome que aparecerá no Google Earth (3). Marque também a opção que inicia o Google Earth assim que o processamento terminar (4). Clique no botão OK (5).

 

O resultado pode ser visto abaixo.

 

Nota: na figura acima, definimos uma certa transparência para obter um melhor resultado, permitindo visualizar as imagens do Google Earth e também o Drive Test. Já vimos como faz isso, mas se você esqueceu, para rever como definir transparência de camadas específicas, releia o tutorial do Google Earth.

 

Plotando os dados como Vetores

Para plotar os dados como vetores, precisamos selecionar os dados desejados. E para selecionar dados - ou objetos no mapa, é necessário fazer com a camada esteja editável. Para isso, marcamos o checkbox com um ícone de um lápis editando para o Nível Cosmético (1).

 

Agora sim, já podemos editar os objetos que estão no nível (ou camada) cosmético.

Nota: devido a grande quantidade de informações do drive test, já que cada ponto é um objeto, o processamento para conversão do Mapinfo para o Google Earth de cada ponto demora muito. Assim, como exemplo, vamos utilizar apenas os dados de nossa rede (sites e setores) ao invés do drive test.

Para selecionar dados podemos utilizar as ferramenta de Seleção (1), localizadas na barra de ferramentas Principal. Podemos também selecionar dados via SQL, mas isso é assunto para outro momento. Utilizando uma das ferramentas de seleção, selecione todos os dados do mapa.

 

A camada selecionada é sempre a primeira camada no Gerenciador de Camadas. A seguir vemos as o resultado da seleção feita quando a camada Sites vem primeiro, e também quando a camada Sectors vem primeiro.

 

Nota: Uma outra opção para selecionar todos os elementos de todas as tabelas de uma só vez seria utilizar SQL. Mas como dissemos antes, fica para outra hora.

Ao clicarmos agora – com uma seleção ativa – no globo verde para iniciar o GE Link, somos questionados se desejamos exportar como imagem raster (1) como já fizemos anteriormente, ou se preferimos exportar os objetos (2). Escolhemos a segunda opção e clicamos no botão OK (3).

 

De novo temos a tela principal do programa, mas agora com algumas novas opções, pois não estamos salvando apenas como raster, e sim, um arquivo KML com alguns atributos. Escolha o Diretório de Saída (1) onde o arquivo KML será gerado, bem como defina o nome do arquivo (2), e o nome que aparecerá no Google Earth (3). Em Fonte para o Marcador escolha o que for mais apropriado. Se por exemplo estamos exportando a camada Sites, é normal escolhermos o campo Name (4), que tem o nome do site. As outras opções podem ser deixadas como padrão, vale a penas falarmos apenas da opção do botão Escolha Colunas (5).

 

Você pode escolher quais os campos que devem aparecer como atributos no Google Earth. Se não escolher nada, todos os atributos ficam disponíveis quando por exemplo você clica num ponto. Vamos fazer isso, clique no botão Cancelar (1).

 

Para terminar, clique no botão OK da interface do GE Link. O Resultado pode ser visto no Google Earth. Observe que os sites são clicáveis (1), e as informações ficam disponíveis (2).

 

Para terminar por hoje, vamos só ver mais um detalhe. Observe que o programa GE Link, quando salva com formato raster, gera uma imagem do tipo JPEG (1), conforme podemos verificar no diretório Output onde salvamos os dados. (Também é gerado um arquivo de imagem para a legenda).

 

E se você clicar com o botão direito, e abrir o arquivo KML correspondente com um editor de texto, pode encontrar a linha onde essa imagem é referenciada (1).

 

O que pode ser feito aqui? Bom pelo menos 2 coisas.

Primeiro, e mais fácil, você pode salvar uma cópia da imagem JPEG gerada como uma imagem do tipo PNG, e em seguida, remover o fundo branco que o Mapinfo cria. Se não souber como fazer isso, leia o tutorial Serif Photo Plus. Na verdade, é o formato de imagem JPEG que não aceita transparência, e como o GE Link salva neste formato, não há o que possamos fazer. Em seguida, modifique o arquivo KML para apontar para esta nova imagem, do tipo PNG com fundo transparente (simplesmente substitua JPG por PNG). Pronto, agora o drive test fica muito mais nítido, e sem precisar utilizar os recursos de transparências da própria camada do Google.

 

Segundo, e por último, você pode fazer alterações no código MB recebido. Mas só deve fazer isso se souber o que está fazendo, pois não é tarefa trivial. Poderá por exemplo remover o nome Exported from Mapinfo Professional, e/ou colocar o nome de sua empresa. Pode também salvar como PNG diretamente. Em tutoriais futuros, aprenderemos mais sobre Mapbasic, e em breve você deverá conseguir fazer as suas própria modificações.

 

Falando em Mapbasic...

Por falar em Mapbasic, lembra-se que no início pedimos para que você deixasse a Janela do Mapbasic aberta enquanto fosse reproduzindo todos os comandos? Pois bem, veja como ela ficou.

 

Para grande parte dos comandos (infelizmente não todos) que realizamos na interface do Mapinfo, os códigos correspondentes do Mapbasic são mostrados. Essa facilidade nos ajuda muito, e em breve estaremos utilizando como apoio na criação dos scripts.

 

Conclusão

Neste tutorial aprendemos o que é basicamente um drive test, e como plotar os dados do mesmo no Mapinfo e no Google Earth. Aprendemos a criar mapas temáticos para ranges e também para valores individuais. Também conhecemos alguns novos conceitos do Mapinfo, como seleção de objetos.

Tanto para o Mapinfo quanto para o Google Earth porém, temos módulos específicos, focados principalmente na automação, ou seja, o objetivo é realizar o drive test, exportar os dados para um arquivo de saída e pronto – rodar uma macro que já disponibilize os dados prontos para serem analisados, seja no Mapinfo ou no Google Earth, eliminando assim também o tempo gasto com tarefas repetitivas. Veremos mais detalhes em outros tutoriais sobre drive test no futuro.

IMPORTANTE: Por enquanto, continue assimilando os conceitos da ferramenta Hunter, e como todos os módulos vão se interligando. Veja que de forma rápida, e simplificada, plotamos os drive tests hoje manualmente; mas os dados da rede já estavam disponíveis!